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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

CENTRO DE COOPERAÇÃO DE MEDICINA TRADICIONAL CHINESA

A Organização Mundial de Saúde (OMS) criou um centro de cooperação de medicina tradicional chinesa em Macau. O objetivo da nova estrutura é estimular a afirmação do território na formação de especialistas e na cooperação internacional. Segundo Alexis Tam, Secretário dos Assuntos Sociais e Cultura, 29 por cento da população local recorreu à medicina tradicional chinesa em 2014. 

O secretário declarou à Comunicação Social: “Estes dados representam a aceitação, por parte da população, dos métodos tradicionais chineses, por isso, o governo [de Macau] irá reforçar e elaborar o apoio da população, nomeadamente os idosos, para que possam usufruir deste tipo de cuidados.”

Para o secretário, a medicina chinesa é “muito útil na prevenção de doenças” e as pessoas podem viver melhor através dos tratamentos oferecidos pela sua prática.

Em relação ao novo centro, Alexis Tam refere como a OMS acredita na “competência e capacidade” de Macau para promover a medicina tradicional chinesa, que tem “muitos anos de aplicação” na cidade.


O centro foi lançado ontem, dia 19 de agosto, durante o arranque do Fórum Internacional de Medicina Tradicional Chinesa, em Macau, e contou com 300 participantes de 27 países e regiões. “Como implementar as estratégias de medicina tradicional da Organização Mundial de Saúde” é o tema do fórum e vai prolongar-se até sexta-feira.

O objetivo do centro de cooperação de medicina tradicional chinesa passa pela formação de profissionais – “não apenas estrangeiros, mas também médicos locais” – nessa área. “É um centro de ação de formação para as pessoas aprenderem como gerir serviços de saúde na área da medicina tradicional chinesa e obter uma formação continua no âmbito desta medicina”, afirmou Alexis Tam.

De acordo com a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, a prática de medicina tradicional chinesa tem conquistado terreno em todo o mundo. “Entre 1999 e 2012, o número de países da Organização Mundial de Saúde com políticas nacionais de medicina tradicional chinesa aumentou de 25 para 69. Os estados membros que regulamentaram plantas medicinais aumentaram de 65 para 119. E o número de países com um instituto de investigação nacional na área da medicina tradicional e complementar aumentou de 19 para 73. Isto é um bom progresso”, afirmou.

Como as clínicas e centros de urgência não estão acessíveis, muitos doentes recorrem à medicina tradicional chinesa por ser a “única opção disponível”, salienta a responsável. Já Wang Guoqing, director da Administração Estatal de Medicina Tradicional Chinesa lembra que na China estão disponíveis 3.590 hospitais com 600.000 camas no desenvolvimento desta valência.

No entanto, a fim de a medicina conseguir “melhorar a qualidade de vida” da população e conseguir mais beneficiários, há que apostar na investigação “para combinar os melhores elementos possíveis para prevenir doenças”.

Além do centro da OMS, Macau dispõe ainda do laboratório de investigação em medicina tradicional chinesa, da Universidade de Macau, e do parque científico e industrial, criado no âmbito da cooperação com a província continental chinesa de Guangdong, e dedicado à mesma área.

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